quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Sobre questionamentos e fé



*a música complementa o post, se quiser entender o pq, veja a letra dela aqui


esse post está na cotra mão do blog, diferente de tudo o que ja foi postado aqui, não estranhe...
resolvi colocar em palavras algumas reflexões que tem tomado meu tempo.


Quantas vezes tenta-se misturar fé com razão? Quantas vezes tenta-se misturar razão com fé? Quantas vezes mais vamos esquecer do respeito? Até onde exercitamos nossas reflexões? Até onde somos racionais? Por que esquecemos que não é preciso negar nossas convicções pra nos colocarmos no lugar do outro? Quantas vezes apontamos o dedo? Quantas pessoas desrespeitamos no dia a dia? Quantas te desrespeitaram? Quão significante você é nesse mundo? Aos olhos de quem? Quantos pecados cometemos? Quantas vezes fomos hipócritas? Quantas vezes preconceituosos? Quantas atrocidades vemos por semana? Quantas coisas grandiosas observamos por ai? Quantas vezes a ciência abalou a nossa fé? Quantas vezes nos perguntamos se Deus existe? Quantas guerras? Estupros? Pedofilia? Maus tratos aos animais? Maus tratos aos idosos? Violência contra moradores de rua? Pessoas passando fome? Doenças? Acidentes catastróficos? Monumentos naturais? Mortes? Nascimentos? Quantos milagres? Quantas religiões? Quantas mortes por causa disso? Quantas pessoas nós conseguimos amar como se fosse a nós mesmos? Quantas interrogações que nunca terão respostas? Quantas vezes achamos que estamos com a razão? Pra que serve ter razão? Estamos sempre buscando ser pessoas melhores a cada dia? Quantas vezes perdoamos? Quantas vezes pedimos perdão?

Até onde o que nós acreditamos e aplicamos a nossas vidas é algo sagrado e até onde é apenas um costume criado por homens ha mais de dois mil anos atrás? 

Machismo? Racismo? Uma infinidade de preconceitos definidos em nome de uma infinidade de padrões,  costumes impensados, religiões, interesses de poucos, ideologias existentes por ai...

E ainda assim muitos de nós conseguimos ter fé e acreditar que apesar de tantas as monstruosidades cometidas pela humanidade, ainda assim... há um ser de infinita bondade e sabedoria que ama a cada um de nós e que está pronto pra nos consolar, amar, perdoar, ensinar...

Sei que é um assunto completamente atípico para o blog, mas é algo que vem ocupado bastante espaço na minha mente e no meu coração nos últimos meses. Tem sido um assunto de constante reflexão para mim, que sempre fui tão cética por muito tempo, que balancei, que vi situações em que a fé dobrava a razão e que uma simples prece fez toda a angustia desaparecer e abrir caminhos... Nunca tive de fato uma religião, nunca consegui ter pra mim o que a maioria das pessoas tem, sentir a fé simplesmente, seguir determinados princípios e sentir algo preenchendo com uma "presença divina". Algumas religiões me atraiam mais em discurso do que outras, as que zelam por respeito a todos os seres são as que mais se aproximam daquilo que sou, mas nunca achei de fato uma que caísse como uma luva e que me tocasse de forma em que eu me sentisse pertencente a determinada crença, embora eu admire muita gente que segue muita religião por ai. Admiro as pessoas que tem fé e entendem que certos questionamentos são inúteis nesse quesito, Admiro aqueles que seguem seus princípios e apesar de muito preconceito, sobrevivem a era do ceticismo e cientificismo. Admiro aqueles que respeitam outras crenças apesar de ser de opinião absolutamente contrária e conseguem assim seguir o exemplo que acho mais fundamental (e mais difícil também): "amar ao próximo como a si mesmo."

Embora eu não tenha religião, sei muito bem que a fé existe e que não se mistura com ciência. Esses limites devem ser respeitados. Ha muita coisa que pode ser explicada, outras só podem ser sentidas, e Deus se encaixa nisso. Eu sinto, de alguma forma.
Mas também há muito o que se refletir e as perguntas me são inevitáveis...

Pra descontrair do assunto pesado, vou deixar uma dica de filme: "Dogma" é uma sátira, há quem diga que é sobre religião, mas eu creio que seja mais uma crítica social (costumes e padrões) do que religiosa propriamente dita... É uma comédia, mas deixa uma reflexão bem séria a respeito de muitos conceitos que seguimos, vale a pena ver. Até pq, Deus no filme é representado por uma mulher, adoro isso! hahaha




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6 comentários:

  1. O teu post coloca uma série de interrogações bastante interessantes. Para a maioria delas eu tenho uma só resposta: bastava tão só que nos colocássemos no lugar das outras pessoas, e por certo uma boa percentagem dos conflitos inter-pessoais estariam resolvidos. Mas não, por norma somos egoístas e egocêntricos e aí reside um dos principais problemas da nossa sociedade!

    Adenda:
    O vonhsephodher era um blogue demasiado "pesado" que usava e abusava dos palavrões. A pedido de várias pessoas que, embora não comentando, me conhecem pessoalmente, optei por transforma-lo em cenas de gajo. Obviamente que vou continuar a debitar palavrões, mas de uma forma mais soft.
    Acho que te devia esta explicação!
    Um beijinho do lado de cá do rio!
    :)))

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  2. Sirvamo-nos de café e de cá fé.
    GK

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  3. Oi Quel,

    Quando a gente começa a se incomodar e a se questionar na certa é que a coisa nos afetou.
    E tudo isso que vc descreveu afeta a gente de fato.


    bjokas =)

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  4. Eu também não sigo uma religião,mas acredito na fé. Ás vezes menos,às vezes mais. Quase uma contradição,mas essa sou eu. E Deus sabe disso (:

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  5. O grande problema da coisa no meu entendimento. É quer o fator principal "RESPEITO" as pessoas estão se esquecendo disso, de respeitar umas as outras simplesmente isso, não importa a religião, todas logo de cara pregam o respeito entre as pessoas, mas de fato ninguém respeita ninguém, todos só querem que suas verdades sejam mais verdadeira que as dos outros e ponto. E assim começa o desrespeito as outras pessoas.

    Tem faceAmburgers Raquel?

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  6. Também não tenho religião, Raquel, mas já fui católico. Então digamos que eu cresci aprendendo a ter fé. Mas quando comecei a estudar mais a história e descobri toda aquela sujeira não só do catolicismo, mas as guerras que a própria religião fazia, me afastei. Digamos que até perdi a fé por um tempo. Mas eu percebi que a fé estava desvinculada da igreja e que eu deveria tê-la. Hoje, acredito que os templos têm bastante energias positivas, por conta da fé da grande maioria das pessoas que frequentam. Por isso, vez ou outra, visito a catedral metropolitana, que além de ter obras lindas a serem visitas, é um lugar sereno, com bastante energia, e que me engrandece de alguma forma. Adoro ter fé e poder me sustentar em alguma coisa que não seja um estudo. Por exemplo, diante duma prova difícil: ao invés de me basear somente no fato de que eu preciso comer os livros pra conseguir chegar lá, eu junto a fé e a minha vontade. Eu preciso ter uma disposição, eu preciso estar bem pra obter o êxito. E é assim que consigo.

    Adorei a postagem atípica, me fez refletir demais. Parabéns pelo espaço de vocês!

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