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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Eu, só.




Sabe, eu pensei e repensei em tudo o que disse, em tudo o que senti e tudo o que vi com meus olhos silenciosos... eu pensei que tinha sido tudo verdade, em nenhum instante eu tinha duvidado ou hesitado em te oferecer o que tinha de mais precioso: meu universo. Estendi a mão, sorri, comecei a falar de alguns medos.

Sabe, quando te dei aquele presente era só pq queria ver seus olhos brilhando, aquele seu jeito de moleque que não combinava nem um pouco com seu tamanho ou aparência, o sorriso torto, alguns palavrões empolgados. Só isso. Queria saber como é ver isso de perto, uma felicidade pequena pra alguém que eu estava gostando de ter por perto. Não teria pedido nada em troca, juro. Só queria espiar, como espiava de longe minhas paixões... de longe e em silêncio.

Sabe, foi difícil me desprender do pragmatismo e fazer como as outras pessoas, gostar simplesmente, demonstrar isso, deixar acontecer. Ainda é, pq ví que nada disso da muito certo pra mim, me vejo só, me torturo em detalhes que me fizeram jurar que tava tudo muito longe de acabar assim...
Posso ficar horas, dias, meses em silêncio, na minha sozinha pq sei que aquele velho medo voltou, aquele de ter que esquecer e incendiar tudo outra vez, de ter que fingir que nunca senti nada, aquele medo que traz o cansaço de ter que recomeçar e voltar a tentar a acreditar, correndo o risco (outra vez) de cair em mais uma cilada (até quando?).

Me vejo contando os dias, cheios de tédio, de coisas superficiais, levando a qualquer custo, mas sei que estou cansada, triste, desinteressada de resolver esse nó na minha cabeça e abrir espaço pra qualquer coisa ou história nova. Não quero. Não quero nada além da minha companhia, do meu silêncio. Não quero saber se guardo ou não vc.
Assim fico eu, só.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Isso pareceu significar tanto (pra mim)



Someday We'll Know by New Radicals on Grooveshark
Alegría de la tristeza
En las viejas telarañas de la tristeza
suelen caer las moscas de sartre
pero nunca las avispas de aristófanes
uno puede entristecerse
por muchas razones y sinrazones
y la mayoría de las veces sin motivo aparente
sólo porque el corazón se achica un poco
no por cobardía sino por piedad
la tristeza puede hacerse presente
con palabras claves o silencios porfiados
de todas maneras va a llegar
y hay que aprontarse a recibirla
la tristeza sobreviene a veces
ante el hambre millonaria del mundo
o frente al pozo de alma de los desalmados
el dolor por el dolor ajeno
es una constancia de estar vivo
después de todo / pese a todo
hay una alegría extraña / desbloqueada
en saber que aún podemos estar tristes
. Mario Benedetti
Descobri que o medo que tinha de te soltar e deixar ir, era na verdade, medo de não sentir mais nada. Então guardei todas as suas mentiras, aquelas frases prontas e que pareciam fofas (mas não passavam de armadilhas) pra me lembrar ...
A verdade é que a tristeza é melhor que a frieza. Porque a tristeza ainda tem motivo,  uma razão de existir e eu não posso me agarrar a mais nada, a não ser a ela. Já a frieza é um beco sem saída e faz tudo perder a cor,  envenena qualquer chance.
Hoje o dia está assim, cinza, choroso, sem tato, mas ainda tem motivo e ainda se lembra de tudo aquilo que foi intenso, tudo aquilo que partiu e tudo o que perdeu... seja uma chance, uma pessoa, um sentimento, uma fase boa da vida.
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domingo, 4 de setembro de 2011

Eu, eu mesma comigo!


Da um PLAY antes de ler, essa música é foda!!! XD


Quando fiquei solteira consegui enfim um ganha pão mensal (o que alguns chamam de vinculo empregatício)... e em meio a tantas coisas e sentimentos bizarros que me cercavam me dei conta de uma coisa: meu cartão do banco pode não ter 1,87m, olhos azuis, ombros largos, voz cheia de testosterona, lábia e olhar envolvente, mas acredite...pode também fazer mto por mim! hauhaa
 
Me chamem de consumista se quiserem, mas eu garanto que não há terapia melhor que o dinheiro (mesmo que pouco e super contado) pra poder fazer alguns pequenos luxos e assim poder desfrutar da sua própria companhia. Estive numa saga: entender o que era estar na minha companhia! Entre muitas coisas que fiz e gostei, como comprar um vestido diferente (antes fazer um clima, não comprar logo de cara, tem que paquerar ele na vitrine por uns dias...), cosméticos, um livro, fazer um curso, planos de viagem... teve uma simples que achei valer muito a pena, me levar para jantar \O/.

Peguei um livro do Luis Fernando Verissimo, que por sinal recomendo (mas que leiam com pouca sede) "Os Espiões", e me levei pra jantar em um restaurante japonês. As pessoas me olharam com cara de "Por que essa maluca ri sózinha? Do que ela está rindo?", mas  isso é até mais divertido no fundo...
Me fiz as vontades como se eu fosse um cafa profissa cheio de segundas intenções, daqueles que pegam justamente as coisas que você mais gosta só pra depois de jatarem, ele poder te jantar... Pedi meu sushi jhow (o favorito), a melhor cerveja, as minhas músicas preferidas no fone, abri meu livro, li, me diverti... pausava a leitura conversando comigo mesma mentalmente, me diverti horrores com muito pouco (se eu fosse um cafa, certamente teria me comido).
Eis o que encontrei:
uma menina divertida que goza de td e todos a volta;
paz de espirito; 
planos que comecei a traçar;
pensei em lugares que ainda quero conhecer e como ir até la;
olhei e ri de caras q olharam encafifadissimos pra uma garota bonita sentada numa mesa sozinha
me senti livre de pensar e sentir o que quisesse;
pensei q tinha um ótimo gosto musical hauauh;
olhei p o lado e vi um casal na iminencia de uma briga e pensei: dessa vez não sou eu yeah! 
percebi que tenho medo de muitas coisas, mas nem por isso deixo de vive-las, que não tenho medo da minha própria companhia;
e o mais irônico de tudo o que percebi e refleti naquela noite: 
-o meu cartão me faz feliz, tão feliz quanto meu ex-namorado jamais conseguiu fazer ....

Brincadeiras a parte, ficar sozinha era o que me faltava, sozinha de verdade para me olhar de frente e reparar enfim em cada pedaço meu, cada coisa que quis, quero e vou fazer ainda, o que eu gosto e o que não gosto, as companhias que me valem e as que não me acrescentam em absolutamente nada, formas diferentes de se enxergar uma mesma coisa, maneiras esquecidas de olhar e valorizar minha família...  Era tanto tempo perdida com medo. Zona de conforto faz a gente ter medo de tudo e mal sabemos que a hora que a gente consegue se libertar e passar pela fase de enfrentar o medo há tanta coisa boa depois, tanta força que a gente nem sabia que tinha, qualidades que nós nunca imaginávamos que podiam aparecer em nós.
As mudanças assustam, ser empurrada da sua zona de conforto assusta, o novo assusta e sempre vai assustar por mais equilibrada que se possa ser, o melhor de tudo é saber que cada vez que se desliza a gente aprende algo e fica mais forte.
Estar com alguém é de fato maravilhoso, as pessoas são feitas pra isso: troca (positivas e negativas, mas sempre lucrativas). Ter amigos é perfeito e ajuda de mais, mas estar com você é a melhor sensação do mundo!
A minha própria companhia é maravilhosa, eu ao menos gostei muito e fiz mais e mais vezes (por mais falida que esteja não abro mão de me fazer uns agrados como esse as vezes)... Então não ha remédio melhor que estar feliz com você, com a vida!
;D

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